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A primeira noite de crime, é uma sequência dos filmes: Uma noite de crime (2013), uma noite de crime 2 (2014) e uma noite de crime 3 (2016). Para quem curtiu os longas anteriores, este também não vai ficar para trás, com muitas cenas de suspense e terror, o filme esbanja críticas sociais durante a trama. Desta vez “A primeira noite de crime” conta a história de um novo experimento social “a noite de crime”, onde os participantes podem se Purgar sem nenhum limite, por 12 horas e com uma recompensa de R$5.000, já o magnata da cidade Dmitri (Y´Lan Noel) junto com seus capangas, estão dispostos a combater a violência com violência.

A sequência traz o diretor e produtor “Gerard Mcmurray”, que não tem tanta experiência no ramo, mas que também não deixa a desejar. Gerard soube trazer elementos críticos dentro e fora das telonas, como por exemplo o elenco, composto por: Y´Lan Noel, Lex Scott, Joivan Wade e Luna Lauren, quase 100% composto por “negros”, o que por si só, já é um tapa na cara de Hollywood (cerca de 3 a cada 10 filmes hollyoodiano tem atores negros como protagonistas). E também nas telas, onde o diretor conseguiu “retratar” o índice da maldade humana, potencializado por um governo influenciador.

“A primeira noite de crime”, é um elemento primordial na construção de um senso crítico apurado, retratando o momento que os EUA vivem.  Porém como quase todo filme “hollyoodiano”, está preso em alguns clichês, como por exemplo: o heroísmo exagerado do personagem Dmitri, que em algumas cenas relembra o caçador de vampiro “Blade”, de tão surreal suas habilidades de matar, e também as piadas sem sal na hora errada.

Porém os momentos ruins não ofuscam a trama, na qual tem o potencial de nos prender na história e de não querermos sair de frente da tela. Vale a pena rever o filme (não porque é bom, pois não é para tanto), mas sim, para começarmos a pensar sobre elementos como a repulsão de crimes, leis, regras, índice da maldade e principalmente um monopólio dominado pelo poder aquisitivo.