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Retratar uma história real no cinema nunca foi uma tarefa fácil, o ato de adaptar, mudar, trocar personagens e principalmente mudar um pouco o sentido de algumas histórias é    comum! “Bohemian Rhapsody” não é diferente, o filme está exposto a uma realidade nua e crua sobre as biografias de grandes cantores. Apesar de deixar de canto polêmicas mais ardentes, o filme é emocionante e apresenta um show belíssimo de trilha sonora.

Bohemian Rhapsody é uma celebração tênue a banda “Queen”, Freddie Mercury (Rami Malek) desafiou estereótipos e quebrou convenções para se tornar um dos artistas mais amados do planeta. Dirigido por Bryan Singer conhecido por dirigir grandes produções cinematográficas como por exemplo; os seis filmes da franquia e X-Men e Superman – O Retorno. O diretor entendeu que o filme teria que transparecer uma figura exótica de Mercury, trabalhou bem estereótipos do cantor. Já a atuação de Rami Malek, não sabemos o que foi dito ao ator, mas o rapaz parece mais encarnar Freddie Mercury, de tão bem-feita que foi sua atuação.

No dia 1 de novembro Bohemian Rhapsody teve sua estreia no “Allianz Parque”, estádio atual do clube de futebol paulista, Palmeiras. Pensando nesta estreia, entendemos que o filme apresenta vários shows pirotécnicos de áudio; canções e instrumentais são bem representados no filme. Quando Freddie Mercury está em seu ambiente podemos ouvir suas influências, opera + seus amados gatos = novas ideias. Também podemos vivenciar um pouquinho de suas relações extraconjugais e entender o porquê Freddie Mercury tinha um apetite sexual tão forte, mas infelizmente o diretor não quis se aprofundar nestas polêmicas, talvez por medo de chocar.

Aqui no Brasil, as cenas de beijo gay sofreram algumas vaias, porém não há como retratar 100% a biografia do cantor sem expô-las de forma transparente! Porém parte do público brasileiro ainda não aceita relações sexuais e beijos gays em cena (o que foi uma parte importante da vida do cantor). Talvez Bryan Singer tivesse que seguir o que o diretor Lars von Trier (Ninfomaníaca) fala “ O cinema deve ser feito para chocar e causar impacto! Apesar Bohemian Rhapsody causar esta pequena insatisfação, o filme é forte e consegue nos tirar algumas lagrimas e arrepios ao escutar a linda voz de Freddie Mercury.