assédio

Ao produzir um longa-metragem fica sob a responsabilidade do diretor o papel de pensar todas as etapas de produção, como por exemplo; roteiro, direção, arte, fotografia, música, dialogo, efeitos sonoros/especiais e produção, todas são de potencial expressivo! É sonho de qualquer diretor cinematográfico obter ‘maestria’ nestes itens. “Assédio” (1998 – produção Italiana) com certeza é este filme! Do diretor Bernardo Bertolucci o longa apresenta a beleza da imagem não verbal e o talento exacerbado da cultura italiana no cinema.

Assédio conta a história de Shandurai (Thandie Newton). Após seu marido ter sido preso por motivos políticos na África, ela vai para Roma e começa a trabalhar como empregada doméstica para um pianista britânico, que acaba se apaixonando por ela. Dizem que uma imagem diz mais que mil palavras e realmente é verdade! O filme não apresenta muitos diálogos, mas sim belos planos e uma arte estupenda.

O amor platônico de ‘Assédio’ é a base da teoria de “Platão”, o filme não investi muito em histórias mas apresenta de forma pontual cada elemento. Podemos citar alguns itens; a Trilha sonora trabalha com bastante elementos Diegéticos e a mescla de música e ruídos, a direção de arte constrói locações únicas! Recheadas por objetos de arte e cores vivas, quase que um ‘romeu e julieta’ e claro não devemos esquecer o toque suave da direção, com possui planos singelos e bem criativos!

É sempre bom lembrarmos sobre o neorrealismo Italiano, que deu início em 1945, com o fim do regime Fascista a Italiana se viu numa depressão econômica, por consequência foram produzidos filmes com teor de “sensibilidade” e também a comparação entre ricos e pobres. Até os tempos atuais, podemos observar que a Italiana trabalha bastante o teor ‘poético’ em seus filmes, o que realmente dá muito certo para eles! ‘Assédio’ possui um final totalmente ‘satisfatório’, fiel e poético, como na maioria dos poemas o final sempre é um elemento fortíssimo.