derepente uma família

O telespectador chega ao cinema pensando que irá assistir mais um “besteirol americano” do ator Mark Wahlberg, e logo se depara com um filme bem pessoal, baseado na vida e histórias do diretor e roteirista Sean Anders (Pai Em Dose Dupla 1 e 2). “De repente uma família” mostra ser um filme prestador de serviços! Com um grau de emoção bem significativo!

De repente uma família conta a história do jovem casal Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) que decide adotar uma criança. E acabam buscando uma feira destinada a proporcionar encontros entre adultos e jovens sem lar. O casal se apaixona pela pré-adolescente Lizzie (Isabela Moner), uma garota de temperamento forte, e decide adotá-la. Mas Lizzie tem dois irmãos menores, que se mudam com ela. Logo, Pete e Ellie se veem com três crianças barulhentas e indisciplinadas, que mudam as suas vidas por completo. O filme apresenta uma didática bem ‘educacional’ e exibe as duas abas da história; “Pais adotivos vs Pais de sangue”. Por consequência acontece um conflito pela guarda dos filhos.

Porém o filme é um pouco “alienado”, cabendo dentro das ‘mesmices’ do gênero Drama/comédia norte americana e acaba caindo na zona de conforto. Às vezes apresenta uma ‘comédia eletrizante’ outra hora apresenta ‘uma realidade emotiva’ o que deixa o telespectador um pouco confuso, não se sabe se estamos vendo um filme baseado em “histórias reais” ou mais um filme de comédia sem graça americana.

Entretanto “De repente uma família” faz um apelo emocional, com uma estética prestadora de serviço – o ato de adotar crianças carentes. O filme é uma mescla de comédia e uma triste realidade, por fim se torna algo útil nas telonas, um filme que tem ‘algo a dizer’ que se expressa de forma plausível.