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Dirigido por Diederik Van Rooijen ‘Cadáver’ deixa a desejar e não surpreende o público! O filme conta a história de um exorcismo chocante que sai do controle e ceifa a vida de uma jovem mulher. Meses depois, a policial Megan Reed (Shay Mitchell) está trabalhando no necrotério de um hospital, quando recebe um cadáver desfigurado. Trancada e sozinha dentro dos corredores do porão, Megan experimenta visões horripilantes e começa a suspeitar que o corpo pode estar possuído por uma força demoníaca impiedosa.

A quem diz que não existe filme de terror ruim, mas a cada mês que Hollywood lança este tipo de filme é um tapa na cara dos amantes de ‘terror’. Conhecidos por não intrigar, instigar, criar expectativa e principalmente por não criar surpresa no telespectador, os filmes de terror norte-americanos só vem para nos desagradar e entender o porquê filmes americanos não possuem grandes atores em cena. ‘Cadáver’ é só mais um filme que veio para ganhar bilheteria.

Apesar de não gostarmos deste tipo de filme (me refiro a estes filmes de terror ‘medíocres’ e não os demais) o telespectador vai ao cinema e assisti! Filmes de terror, drama, tragédias e casos sobrenaturais são critérios de noticiabilidade do brasileiro, portanto… A grande maioria do público irá assistir este projetil de filme.

Entretanto como qualquer outro filme americano, ‘Cadáver’ teria um grande potencial, se não fosse uma cópia medíocre de outros filmes do gênero, como por exemplo a forma do demônio andar, os sustos previsíveis (que inclusive eu sempre me assusto, não importa qual filme seja) e as cenas de horror e o final retrátil. Além do mais, ‘Cadáver’ é muito fraco na narrativa, as vezes a personagem vive num conflito interno outra vezes no conflito externo (quando se depara com o cadáver), este fio da meada poderia ser de grande valor, mas neste filme não é!

Portanto, nestas horas ‘Robert Wiene’ (diretor que fez grandes filmes no expressionismo alemão e percursor da criação do gênero terror) está se debatendo no caixão, perguntando o que houve com o arco dramático do roteiro e a capacidade de instigar a curiosidade do público em filmes de terror.