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Para começar a nossa nova seção ‘CLÁSSICOS DA NOITE’ irei fazer uma análise ao revolucionário Viagem à Lua ou melhor ‘Le Voyage Dans La Lune (1902) ’ filme francês do fantástico ilusionista, vendedor de bugigangas, mágico, diretor, roteirista, ator de teatro, empresário, produtor e cenógrafo ‘Georges Méliès’.

Saiba quem foi Georges Méliès

George melies

Para quem não sabe, Georges Méliès foi o primeiro grande percursor do cinema de ficção cientifica! Enquanto os irmãos Lumière usavam o ‘cinematógrafo’ apenas para filmar a fábrica de seus familiares e se prendiam comercialmente (o que resultou na desistência dos irmãos com o cinema), por outro lado surgiu o mágico ilusionista Georges Méliès! Que era totalmente o oposto, o jovem tinha talento, bagagem cultural e muita criatividade.

Georges Méliès era dono do teatro Houdin, onde produziu parte de seus filmes, Viagem à Lua conta a história de um grupo de astrônomos que planejam viajar a lua, chegando no espaço eles se deparam com a presença de alienígenas, começa então, uma batalha desenfreada na tentativa de voltar para a terra. O filme foi o primeiro a contar uma história com começo, meio e fim! Até então os CINEMATÓGRAFOS da tímida França (e o resto do mundo com outros projetores) contavam somente histórias sem pé nem cabeça, apenas para obterem telespectadores.

Viagem à Lua foi baseado em 2 romances populares: Da Terra à Lua, de Julio Verne, e Os Primeiros Homens na Lua, de H. G. Wells. Georges Méliès foi um homem muito à frente do seu tempo, foi inventor de várias técnicas usadas até hoje no AUDIOVISUAL, em Viagem à Lua é expressado o seu maior talento, sua simplicidade, seus gestos em cena, sua criatividade exuberante e principalmente suas referências, fazem deste filme um dos mais importantes da história!

viagem à lua

Viagem à Lua usa até recursos de ‘ANIMAÇÃO’, seus planos foram filmados no teatro e seus efeitos especiais eram de uma criatividade ala Brasil! Sua trilha sonora sendo ‘composta ao vivo’ é o que dá vida a uma emoção sem igual. Infelizmente Georges Méliès não lucrou muito, pois ao tentar trazer seu filme para os Estados Unidos o nosso amigão Thomas Edison (sobre este termo chulo explicarei em outras publicações) já tinha espalhado várias cópias pelo país, o que rendeu um grande desgosto da parte de Méliès.

Entretanto, Georges Méliès só foi reconhecido após sua morte, vale apena ver e rever este clássico do cinema, pois sua qualidade AUDIOVISUAL (muito antes desta palavra existir) é extraordinária para a época!

Assista abaixo o filme completo:

(Versão original sem o final de 2 minutos)

 

(Versão completa sem narrador e com a trilha sonora alterada)