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O dom do cinema cantado que se expressa na pura arte!   Estreia nesta quinta-feira (7) o filme polonês “Guerra Fria”, coproduzido pela França e o Reino Unido. O diretor Pawel Pawlikowski (Indicado à categoria de melhor diretor no Oscar 2019)  faz sua sensibilidade desabrochar em meio a uma “FOTOGRAFIA” formidável!

O  filme se passa no ano de 1949-1953 e retrata a guerra fria  entre a Polônia Stalinista e a Paris boêmia. O jovem músico Wiktor (Tomasz Kot) conhece a cantora Zula (Joanna Kulig) e juntos se apaixonam em um amor impossível de se viver. Este “relato de amor entre os dois personagens” com certeza é a tradução literária do que significou a guerra fria!

Enfim, vale a pena citar que este filme é totalmente  em “PRETO E BRANCO”, seus planos são dignos de ser a “FOTOGRAFIA” mais fantástica possível!   Seus tons de preto é o que preenche a arte da estória! Outro ponto interessante é o seu elemento Diegético (Significado: podemos ver de onde vem a música), suas canções em TOM de emoção constrói uma trilha sonora assertiva durante a trama.  

Porém, “Guerra Fria” não é um filme tão atrativo (A não ser por sua arte), traz um roteiro bem COMPLEXO e que não chama tanta atenção, provavelmente aqui no Brasil o filme não venderá muito (foge um pouco do gosto brasileiro).

Guerra Fria é um filme para assistir e  contemplar suas belezas e não para entendê-las, definitivamente é um “film de Art”.   Agora porque puxei tanta sardinha para o lado da direção de arte? Talvez seja porque achei o filme um pouco massante demais, mas entendo sua importância para o cinema Polonês. Notasse um alto nível de “COMPROMETIMENTO” com a construção de uma guerra fria e suas metáforas subalternas. Guerra Fria traz para as telonas o “ROMANCE” e o amor pela Música também!