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Estreou recentemente na Netflix o filme “Sintonizada em você” (Tune in for love) , produção coreana dirigida por Jung Ji-woo. O longa retrata os acasos da vida romântica de dois amigos.

Sinopse Netflix:

Uma estudante e um adolescente enigmático se conhecem em uma padaria nos anos 90. Eles passam anos tentando se encontrar de novo, mas o destino parece ter outros planos

Dois jovens começam a trabalhar juntos em uma padaria, se conhecem, se divertem e por fim, o destino leva o rapaz para longe. A partir deste momento a história fará alguns saltos no tempo, de 1990 vamos para 95, 2000 e assim por diante … toda vez que acontece uma Elipse, o casal de amigos se encontram e vivem um momento semi único de amor e amizade profunda. 

As perguntas que questiono ao ver um filme coreano são:  – Como essa simples história nos emociona tanto? – Como essa variação de tempo nos instiga? – Como os coreanos conseguem trabalhar tão bem com o drama e o romance? Esse é o segredo dos coreanos, emocionar, comover, mexer com os sentimentos e emoções. 

E como eles fazem tudo isso? Listei abaixo alguns itens que são fundamentais (Mas não todos):

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Trilha sonora

A trilha sonora utiliza de um conceito básico que chamamos de MDE – Música, diálogo e efeitos sonoros. A música que trabalha esses 3 conceitos em cima da dramatização de cada plano do filme, certamente leva o espectador a se comover, chorar, se irritar e assim por diante.

Em “Sintonizada em você” temos uma trilha sonora diversificada, com músicas não originais (parece não ter Score), mas que são conhecidíssimas. Só te digo uma coisa, é muito bonito ver os dois protagonistas em momentos de paixão. 

O roteiro dá saltos no tempo para trabalhar a intimidade com o público

Dou o seguinte exemplo:  Duas pessoas estão em uma biblioteca e o destino os leva um ao encontro do outro, por consequência, começa uma linda história de amor (Tudo isso em menos de 1 ano). 

Dou o seguinte exemplo agora: Duas pessoas se conhecem em uma padaria, começam a trabalhar juntos e ficar íntimos, depois o acaso os afastam (Mas até aí, não rolou nada ainda). Anos se passam e os dois jovens voltam a se encontrar, porém, novamente o destino separa os dois. Novamente, anos se passaram e finalmente os dois se encontram novamente, e por consequência finalmente começam a namorar.

Agora pense comigo, o grande amor da nossa vida é composto por situações e momentos (com ele/a ), correto? E isso leva tempo, correto? 

Percebeu como o romance coreano é bem mais hiper realístico que o romance norte-americano? O diretor da pequenos ou grandes saltos no tempo, para retratar um vida inteira. Toda vez que passa 5 anos, o espectador pensa da seguinte forma -PUTZ, ELA SE FORMOU, DEVE TER VIVIDO MUITO E SOFRIDO DEMAIS SEM ELE. 

O tempo nos comove, nos instiga, nos faz pensar e eleva nossa intimidade. 

A linguagem poética é traduzida em cada plano

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Analisando alguns planos do filme, cheguei a seguinte conclusão:

Um plano geral de uma árvore florescente, cheia de cor e harmonia.

R= A árvore florescente harmoniza os laços de amor que eu sinto por você. 

Um plano médio desfocado da mulher diante a chuva

R= O foco da minha vida é levado pela chuva, sou eu assim sem você.  

Pensando desta maneira, a gente consegue entender um pouco dos planos poéticos que o cinema coreano cria. Em “Sintonizada em você” as coisas não mudam. 

Enfim, vale a pena citar que o filme em questão além de trabalhar com o do tempo, também é muito cuidadoso em retratar a década 90 e os anos 2000, fazendo referência as modinhas da época. Como por exemplo: na década de 90, é apresentado a tela do Windows 95, a Pepsi nos anos 2000, a monopolização da rede mundial de computadores, os celulares Motorola, às tevês de cubo, a modernização das máquinas e assim por diante. 

Portanto, “Sintonizada em você” é um ótimo filme romântico para assistir juntinhos, se emocionar e até chorar. Assista na Netflix depois comente comigo.