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Estreia nesta quinta-feira (16) o filme holandês “Instinto”, dirigido por Halina Rejin (Atriz “operação Valquíria”) e distribuído pela A2 filmes. 

Sinopse A2 filmes: Nicoline, uma psicóloga experiente, inicia um novo emprego em uma instituição penal, apesar de ter decidido nunca mais voltar à psiquiatria. Ela conhece Idris, um homem inteligente com um distúrbio de personalidade antissocial e narcisista, que cometeu uma série de crimes sexuais graves. Após cinco anos de tratamento, ele está prestes a ter sua primeira saída em liberdade condicional desacompanhada. A equipe de profissionais da instituição está entusiasmada com o desenvolvimento e comportamento do condenado, mas Nicoline não confia nele nem um pouco. Ela tenta adiar a soltura, para o espanto de seus colegas de trabalho. Idris tenta ao máximo convencer Nicoline de suas boas intenções, mas, como ela permanece cética, ele vai ficando gradualmente mais violento em relação a ela, transformando-se em um homem manipulador – o que Nicoline viu nele desde o começo. Um jogo de poder surge entre os dois e Nicoline, apesar de seu conhecimento e experiência, deixa-se envolver, e acaba em uma situação muito tensa e perigosa. 

Obs: INDICADO PELA HOLANDA AO OSCAR 2020 – MELHOR FILME ESTRANGEIRO.

Na atmosfera do filme vemos Nicoline (Clarice Van Houten) agindo de forma descontrolada e sendo repreendida por supostos guardas, porém, tudo era uma “simulação” (um treinamento). Essa atmosfera fala sobre: “encenação e simulação”,  a partir deste momento prepara-se! Aperte os cintos! Pois você irá mergulhar fundo na mente de um sociopata sedutor que encena seus jogos facilmente.

Essa obra é o retrato ideal de um drama erótico; não possui nu frontal e não apela para peitos ou bundas. O filme simplesmente trabalha o sexy appeal nos personagens, a sedução natural e principalmente a arte da sedução. A imagem de um psicopata, seduzindo sua vítima, deixando-a agir naturalmente é o terror de qualquer mulher! E esse é o terror da personagem Nicoline. 

O filme fala sobre o “Instinto”, sobre a intimidade e os traumas da vida. Vale muito a pena se aprofundar nesse rio, Halina Rejin demonstrou ser bem pessoal em seu roteiro, bem intimista e principalmente inspirada pelo movimento Me too.